By Elaine Averbuch Neves

Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.

– Clarice Lispector -

domingo, 28 de agosto de 2011

Boa tarde meus amigos(as)!!!!


E estas flores são para vocês!!!
Hoje temos duas datas comemorativas. A 1ª delas é
Dia dos Bancários
Em 1799, a história bancária brasileira foi impulsionada no Maranhão pelo governador Diogo de Souza, com a tentativa fracassada de criação de um banco com espírito nacional.
Em 1808 a transferência da Coroa Portuguesa ao Brasil faz aumentar a circulação da moeda. No mesmo ano é criado o Banco do Brasil.
Em 1907, com o início da industrialização, os trabalhadores começam a buscar meios de defesa frente aos patrões. Nasce a primeira grande organização, de socorro mútuo, a Sociedade Beneficente dos Funcionários da Caixa Econômica de São Paulo.
No ano de 1923, são aprovados os estatutos da Associação dos Funcionários de Bancos do Estado de São Paulo.
Em 1930, Getúlio Vargas executa o golpe de Estado. Fecha o Congresso Nacional e nomeia interventores nos estados. A Associação dos Bancários em São Paulo ganha força.
Em 1932, surge a primeira grande greve da categoria no Banco do Estado de São Paulo, reivindicando, entre outras coisas, duas horas livres para almoço e pagamento das horas extras noturnas.
Em 1934, as entidades de classe passam a ser chamadas de sindicatos. O setor de serviços se fortalece e os bancários deflagram greve nacional, por estabilidade no emprego, aposentadoria aos 30 anos de serviço ou nos 50 de idade e criação de uma Caixa Única de Aposentadorias e Pensões dos Bancários. No mesmo ano, Vargas promulga o Decreto Lei 24.694, que liqüida a autonomia sindical.
Em 1937, o governo fecha o Congresso e instaura o Estado Novo. Vargas passa a legislar por decretos-leis. Mesmo assim, os bancários lutam por direitos já adquiridos, como a jornada de seis horas.
Em 1939, ocorre o 1º Congresso Nacional dos Bancários, em Recife. A categoria quer reajuste salarial e redução de juros.
Em 1943, surge a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em agosto, o Brasil declara guerra à Alemanha e Itália. Os setores comunistas que atuam na categoria sabem aproveitar o espaço. Começam a ser criados os Centros Democráticos de Trabalhadores, pedindo o fim da guerra.
Em 1946, após a eleição de Eurico Gaspar Dutra (PSD) para a Presidência da República, estouram várias greves e os bancários fundam as uniões sindicais municipais. A questão do salário mínimo profissional está em todas as pautas. Depois de 19 dias de greve, os bancários conquistam aumento salarial e retomada das negociações. Em março, é legitimada a Lei de Greve.
Em 1957, a categoria garante as seis horas semanais corridas e aposentadoria por tempo de serviço.
No ano de 1962, movimentos grevistas pipocam pelo país, com a participação ativa de bancários paulistas, que pedem gratificações prometidas e o fim dos 30 minutos a mais para compensar o expediente dos sábados, agora extintos. A categoria em prática as grevilhas, paralisações surpresa de cinco minutos por agência. Assustados, clientes correm aos saques.
Em 1964, no poder, os militares cassam parlamentares e sindicatos. Confederações de trabalhadores sofrem intervenção. A ditadura determina acordos anuais às categorias, impedindo a livre negociação entre patrões e empregados. Em dezembro, o Banco do Brasil perde poder, com a criação do Banco Central.
Em 1966, o governo militar institui o FGTS, em lugar da estabilidade no emprego, e unifica os fundos de previdência. O IAPB (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários) acaba extinto.
Em 1968, os militares fecham o cerco com a decretação do AI-5. Lideranças políticas e sindicais são presas e várias, assassinadas.
Em 1970, surge o Milagre Brasileiro, com aumento do PIB e mais concentração de riqueza. A sociedade civil passa a reivindicar maior participação política.
Em 1977, os bancários começam a organizar-se novamente. Nasce a oposição bancária no Sindicato dos Bancários de São Paulo.
No ano de 1979, no mês de março, toma posse nova diretoria no Sindicato dos Bancários de São Paulo, encabeçada por Augusto Campos. O sindicato passa a acompanhar temas nacionais como anistia, eleições diretas e Constituinte.
Em 1983, arrocho e desemprego levam os trabalhadores de todo o país a deflagrarem greve geral de 24 horas. Como resposta, o governo militar intervém em diversos sindicatos e determina a cassação de lideranças sindicais. Paralelamente, nasce a Central Única (CUT) dos Trabalhadores, representando a ruptura do sindicalismo corporativista e atomizado.
Em 1984, todo o país se mobiliza em torno da campanha pelas Diretas já.
Em 1985, a Nova República começa com defeitos graves e inflação ascendente. Intensifica-se a reivindicação por reforma agrária. Os bancários defendem, a exemplo de outras categorias, o reajuste trimestral.
Em 1986, o Plano Cruzado resulta em demissões de milhares de bancários e fechamento de centenas de agências bancárias.
Em 1989, em meio à efervência política que antecedeu a volta das eleições diretas e o início da reestruturação produtiva no universo do trabalho, nasce a FETEC/CUT-SP.
Em 1990, eleição histórica no Sindicato dos Bancários de São Paulo, com disputa entre duas chapas cutistas. paulista. Neste ano, os bancários conquistam afastamento da Justiça do Trabalho nas negociações nos bancos privados, a manutenção da unificação dos pisos e a formação de comissões de segurança bancária.
Já em 1992, nasce a Confederação Nacional dos Bancários da CUT. No mesmo ano do impeachment de Collor, é assinado um acordo único para os bancários de todo o país.
Em 1994, no mês de fevereiro, o então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, que posteriormente se elege presidente, anuncia a conversão dos salários pela média dos últimos quatro meses. Com os preços no pico, os bancários realizam uma greve contra a Medida Provisória que aprovaria o plano econômico FHC-2, o sétimo plano num período de oito anos.
Em 1995, têm início as fusões/incorporações de bancos, com conseqüências desastrosas para o emprego bancário.
Em 1998, FHC se reelege mantendo por mais quatro anos sua política neoliberal
Em 1999, ocorre a 1ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
No ano 2000, depois de intensa resistência do movimento sindical, o governo do Estado de SP concretiza a privatização do Banespa.
Em 2002, 52 milhões de brasileiros elegem Luiz Inácio “Lula” da Silva como o 39º presidente do Brasil.
Em 2003, funcionários dos bancos federais deflagram greves, na tentativa de resgatar o valor perdido durante oito anos de governo FHC.
Em 2004, os bancários consolidam a campanha nacional unificada da categoria com assinatura do pré-acordo pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Isto não significa que a organização do movimento de bancários tenha apenas 50 anos. Não! Suas lutas começaram muito antes. E, como em 1951, a categoria repetiu em outros anos manifestações semelhantes, que garantiram conquistas hoje incorporadas a sua vida laboral. É o caso da jornada de 6 horas, do fim do trabalho aos sábados, da convenção coletiva nacional, do tíquete-refeição, do tíquete-alimentação, da participação nos lucros e resultados, além de outros direitos duramente conquistados. Hoje, os bancários precisam mais uma vez inovar nas respostas aos constantes ataques de que são alvo. Com a queda nas taxas inflacionárias, o estreitamento da margem de negociação e a diversificação do mercado financeiro após o Plano Real, novas táticas de convencimento, mobilização e luta precisam ser adotadas, principalmente na discussão dos índices de recomposição salarial. Mas esse novo modo de encarar a campanha não se resume, pura e simplesmente, às necessidades salariais da categoria. O movimento sindical não soube acompanhar a extraordinária transformação por que passou e passa o Sistema Financeiro Nacional. Existe uma série de medidas que vêm transformando os métodos de trabalho e a forma como o empregado se relaciona com a empresa, com os clientes e com seus próprios colegas.
Há 56 anos, no dia 28 de agosto de 1951, a categoria bancária iniciava uma das mais longas e vitoriosas greves dos seus 84 anos de história: após 69 dias de paralisação, os banqueiros acabaram concedendo 31% de aumento. O preço pago foi alto, com forte repressão do governo. Houve perseguições e demissões após a greve. Desde então, nesta data comemora-se o Dia do Bancário. E hoje, através do Blog, felicitamos todos os bancários do Brasil, pelo seu dia!! Parabéns!!
A 2ª data comemorativa de hoje é
Dia da Avicultura e do Avicultor
A história da Avicultura, ou simplesmente da criação de galinhas, data de muitos séculos. Segundo os historiógrafos o início da domesticação da galinha deu-se no continente asiático. Essa galinha, domesticada, primeiramente foi utilizada como animal de briga ou como objeto de ornamentação e somente no final do século XIX sua carne e os seus ovos passaram a ser apreciados. 
O início do século XX as encontrou a tal ponto valorizadas que chegaram a representar uma fonte de renda adicional, tanto nos sítios como nas fazendas. Vivemos avicultura todos os dias, mas temos uma data especial para comemorarmos: dia 28 de agosto. A avicultura é a criação de aves para produção de alimentos: carne e ovos. Atividade responsável pela sanidade dessas aves, através de planos de biosseguridade e/ou biosseguranca na cadeia de produção, no processamento industrial e chegando como alimento ao mercado. Dentre as espécies criadas destaca-se o frango e, em escalas menores, aves como de postura, patos, gansos, marrecos, codornas e avestruzes.
A produção de frangos de corte no Brasil - da granja ao prato - modernizou-se pela necessidade de redução de custos, ganho de produtividade e atendimento de exigentes consumidores, preocupados com segurança alimentar, garantindo a sua competitividade. A avicultura nacional é uma das mais organizadas, o que fica evidente pelos resultados alcançados em indicadores zootécnicos, volume de abate, desempenho social, ambiental, sanitário e econômico e com sua contribuição com a agricultura no uso de insumos como milho, sorgo, soja, milheto, dentre outros, tão necessários à produção dessa carne.
A avicultura no Brasil desponta na agropecuária por ser considerada a mais dinâmica e tecnificada. O seu desenvolvimento começou no final da década de 50, na região Sudeste, principalmente em São Paulo. Em 70, período de profunda transformação, houve o deslocamento para a região Sul. A produção brasileira, em 2010, ultrapassou 11 milhões de toneladas, com 30% sendo exportada para mais de 150 países. O mercado interno - maior demanda da produção - mudou o hábito de consumo, de consumidor de carne vermelha a carne branca do frango, ultrapassando 40 kg por habitante/ano. A China, potencial consumidor no futuro, registra algo em torno de 10 kg/habitante.
A biologia, engenharia, veterinária, zootecnia, agronomia, economia, administração e outras ciências atuam no controle, pesquisa, qualidade, tecnologia de ponta da produção ao mercado, que somada à competência de gestão das organizações, fazem a diferença no Brasil.
 
O Dia da Avicultura, comemorado em 28 de agosto, dá a importância que representamos no cenário social, político, econômico, cultural, ambiental, agropecuário, de bem-estar animal e humano - foco final de associações, empresas, profissionais e consumidores, em razão da produção de alimentos no final do processo. A Avicultura é uma atividade voltada para a produção de carne e ovos de frango. Há muito tempo, é praticada pelo homem de forma rudimentar e continua sendo. Mas hoje, o pequeno e o médio produtor têm que competir com as grandes empresas avícolas, que dominam cada vez mais o mercado. A tecnologia avícola faz com que as aves industriais produzam cada vez mais, atingindo índices zootécnicos surpreendentes, o que torna a competição ainda mais acirrada e dificulta a sobrevivência do pequeno ou médio produtor no mercado. Uma das soluções que estes produtores têm buscado é a avicultura alternativa, que se caracteriza pela produção de carne e/ou ovos de galinhas caipiras, que em geral podem ser comercializados a preços mais altos que os dos produtos industriais.
O mundo aprecia nosso frango e temos muita área para ser explorada na criação e industrialização, fato que não ocorre em outros países e continentes por falta de espaço, água, mão-de-obra, insumos e condições climáticas.
Somos o maior exportador mundial e um dos maiores produtores, contando com grandes marcas, gerindo a sustentabilidade dessa posição de liderança. Mais de quatro milhões de pessoas atuam, diretamente, na avicultura brasileira e são merecedoras de respeito pelo sucesso alcançado. Parabéns, a todos os profissionais envolvidos, pelo
Dia da Avicultura!!
Bem, um ótimo final de domingo para todos!!!!
E um início de semana cheio de luz e energia positiva!!!
E lembrem-se, as mudanças acontecem "De dentro pra fora"!!!



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