By Elaine Averbuch Neves

Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.

– Clarice Lispector -

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Uma Fábula de Nosso Gênio Millôr Fernandes

O testador testado ou A esperteza inútil
À maneira dos... tailandeses

Milionário muito milionário gostava de gozar as pessoas com defeitos físicos ou características inferiorizantes.
Um dia, entre os convidados a uma recepção em sua casa, tinha um gago, e, na frente de outros convidados o milionário resolveu embananá-Io com um problema existencial.
Transcrevemos o diálogo:
- Suponhamos que você vai andando por uma picada no mato e de repente cai num buraco de dois metros de largura por vinte de fundura. Como é que você consegue sair?
- O bu-bu-raa-co tem uuma es-es-caada?
- Não, não tem nada. É um buracão natural.
- Eeessa su-ua-ua hi-hi-póóó-tese é de nooi-te ou dee dia?
- Não importa. A questão é como é que você sai do buraco. Noite ou dia é indiferente.
- Bom, en-tããoo eu faa-ço a is his-tóória seer de diia e não ca-caio no bu-bu-raco.
- Como assim? Tem que cair. Eu te joguei no buraco.
- Nãão see-nhor. Eu não ca-caio. Você pooode me go-gozar poorque eu sou ga-ga-go, mas nããão voou ca-ir nuuum bu-bu- raco de dia poorque não soou ce-ce-go, iiim-bee-cil.

Todo o pessoal em volta caiu na gargalhada.
MAS O PESSOAL RIU MAIS PORQUE ELE ERA GAGO.
Riam, e depois tirem suas próprias conclusões...
E lembrem-se, as mudanças acontecem “De dentro pra fora”!

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