By Elaine Averbuch Neves

Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.

– Clarice Lispector -

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"Se aprochegue tchê!"

20/09 – Dia do Gaúcho
 
O 20 de Setembro é a data máxima para os gaúchos. Neste dia celebram-se os ideais da Revolução Farroupilha, que tinha como objetivo propor melhores condições econômicas ao Rio Grande do Sul. Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha são os nomes pelos quais ficou conhecida a revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e que resultou na declaração de independência da proví­ncia como estado republicano, dando origem à  República Rio-Grandense. Estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 01 de março de 1845.
O estado do Rio Grande do Sul vivia basicamente da pecuária extensiva e da produção de charque, que era vendido para outras regiões do País. No início do século XIX, a taxação sobre o charque gaúcho tornava o produto pouco competitivo, e logo o charque proveniente do Uruguai e da Argentina passou a abastecer esta demanda. 
Alguns estancieiros, em sua maioria militares, propuseram ao Império Brasileiro novas alíquotas para seu produto, a fim de retomar o mercado perdido para os vizinhos do Prata. A resposta não foi nada satisfatória. Indignados com o descaso da Corte e cansados de ser usados como escudo em várias guerras na região, os gaúchos pegaram em armas contra o Império.
vA revolução, que originalmente não tinha caráter separatista, influenciou movimentos que ocorreram em outras proví­ncias brasileiras: irradiando influência para a Revolução Liberal que viria a ocorrer em São Paulo em 1842 e para a Revolta denominada Sabinada na Bahia em 1837, ambas de ideologia do Partido Liberal da época, moldado nas Lojas Maçônicas. Inspirou-se na recém-finda guerra de independência do Uruguai, mantendo conexões com a nova república do Rio da Prata, além de províncias independentes argentinas, como Corrientes e Santa Fé. Chegou a expandir-se à  costa brasileira, em Laguna, com a proclamação da República Juliana e ao planalto catarinense de Lages. Teve como lí­deres: Bento Gonçalves, General Neto, Onofre Pires, Lucas de Oliveira, Vicente da Fontoura, Pedro Boticário, Davi Canabarro, Afonso José de Almeida Corte Real, Teixeira Nunes, Vicente Ferrer de Almeida, José Mariano de Mattos, além de receber inspiração ideológica de italianos carbonários refugiados, como o cientista Tito Lí­vio Zambeccari e o jornalista Luigi Rossetti, além de Giuseppe Garibaldi, que embora não pertencesse a carbonária, esteve envolvido em movimentos republicanos na Itália. A questão da abolição da escravatura também esteve envolvida, organizando-se exércitos contando com homens negros que aspiravam à  liberdade.
Em 20 de Setembro de 1835, tropas lideradas por Bento Gonçalves marcharam para Porto Alegre, tomando a capital gaúcha e dando início à guerra. O governador Fernandes Braga fugiu para a cidade portuária de Rio Grande, que tornou-se a principal base do Império no estado.
Em 11 de Setembro de 1836, após alguns sucessos militares, Antônio de Souza Netto proclama a República Rio-Grandense, indicando Bento Gonçalves como presidente. O líder farrapo, no entanto, mal toma posse e, na Batalha da Ilha do Fanfa sofre uma grande derrota e é levado preso para o Rio de Janeiro, e logo em seguida para o Forte do Mar, em Salvador, de onde fugiria espetacularmente. 
A revolução se estendeu por dez anos e teve altos e baixos para os dois lados. Um dos pontos altos foi a tomada de Laguna, em Santa Catarina com a ajuda do italiano Giuseppe Garibaldi, em 1839. Finalmente os farroupilhas tinham um porto de mar. Ali foi fundada a República Juliana (15 de julho de 1839).
Após dez anos de batalhas, com Bento Gonçalves já afastado da liderança e com as tropas já muito desgastadas, os farrapos aceitam negociar a paz.  Em fevereiro do 1845 é então selada a paz em Poncho Verde, conduzida pelo general Luís Alves de Lima e Silva. Muitas das reivindicações dos gaúchos foram atendidas e a paz voltou a reinar no Brasil.
A Revolução Farroupilha é o mito fundante da cultura gaúcha. É a partir dela que se estabelece toda a identidade do povo gaúcho, com suas tradições e seus ideais de liberdade e igualdade. Hoje a cultura gaúcha é reverenciada não só no estado, mas no país e no mundo, através dos milhares de CTGs (Centro de Cultura Gaúcha) espalhados por todos os cantos. E a cada 20 de Setembro, o gaúcho reafirma o orgulho de suas origens e o amor por sua terra.
Hino Rio-Grandense

Letra: Francisco Pinto da Fontoura
Música: Joaquim José de Mendanha
Harmonia: Antônio Corte Real

Como a aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o Vinte de Setembro
O precursor da Liberdade
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda a terra
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda a terra.
20 de setembro é o dia em que se comemora o orgulho de ser gaúcho. Historicidades à parte, ser gaúcho é, sem bairrismo nenhum, uma alegria constante.
No futebol, tanto o Grêmio, quanto o Internacional, tem ensinado o resto do Brasil a fazer futebol de primeira linha, com títulos nacionais e internacionais, revelando craques ano após ano e demostrando alto profissionalismo na parte administrativa dos clubes.
Também temos mulheres lindas, em todos os cantos e recantos do Estado. Como dizem por aqui, “as que não dão certo na lida campeira, a gente manda pra São Paulo pra virar modelo.
Temos uma tradição própria, que nos orgulha e norteia nossos caminhos. Tradição passada de pai para filho e mantida pelos CTG’s mundo afora. Cantamos com fervor nosso hino e enchemos a boca para dizer: “sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra”.
Churrasco, chimarrão, pôr-do-sol do Guaíba, Aparados da Serra, Cascata do Caracol, Gramado e Canela, São Miguel das Missões… Enfim, ser gaúcho é bom demais!
Ser gaúcho é 
- Saber que a nossa pátria é o Pampa e não a praia com coqueiros;
- saber que nossa característica é a bravura e não o jeitinho;
- saber que nosso valor é a lisura e não a malandragem;
- é ser simples de modos, mas reto de caráter;
- é ser franco e direto, nem que isso cause inimizades;
- é ser humilde em ambições, mas exagerado em ideais e paixões;
- é ser um respeitador fiel da hierarquia funcional e o primeiro a proclamar a igualdade;
- é um ser batalhador, que não desiste nunca;
- é um rebelde, que nunca aceita ser dominado;
- é um bravo, que não foge de uma luta por ser difícil;
- o gaúcho autêntico é um verdadeiro tradicionalista.
Não porque aprende coisas no CTG, mas porque carrega em si
Esses valores e não vê alternativa possível de vida digna fora deles.
Por isso eu tenho orgulho de ser chamado de "GAÚCHO".
Viva o Rio Grande do Sul e nossa cultura tradicionalista Tchê!!!!
Fontes:
http://lproweb.procempa.com.br/
http://www.mensagem.etc.br/
http://aquemdigatambem.blogspot.com/
http://www.bebendobem.com.br/
http://clanrevolntados.blogspot.com/
20/09 – Dia Internacional da Dança do Ventre
 
A dança do ventre, segundo alguns estudiosos, tem as suas origens num ritual sagrado que se perde na memória dos tempos: homenagem à Deusa, a Grande Mãe. Tratar-se-ia de uma dança de fertilidade (em todos os sentidos) e de agradecimento.
 A dança do ventre foi sendo conhecida e integrou o quotidiano de diversas civilizações: Suméria, Acádia, Babilônia, Egito e Ásia, sempre como uma expressão sagrada da identificação da mulher com a Deusa.
Segunda essas tradições milenares, a Mulher, recebia "energia" para sobreviver às rudes condições a que estava submetida e "aproximava-se" do Universo, do sagrado.
No antigo Egito a "dança sagrada", foi praticada pelas sacerdotisas da Deusa Ísis que, assim, homenageavam o "feminino".
Esta dança "saltou para as ruas e salões",  conservando a forma e os movimentos da dança sagrada e acabou por dar origem à dança do ventre egípcia.

A difusão mundial da dança do ventre não é obra do acaso. A dança do ventre desenvolve a energia feminina, uma força negligenciada durante séculos, até mesmo desconhecida por muitas mulheres. Esta energia desenvolve a auto-estima e a auto-confiança.  A mulher,  como que se redescobre, valorizando-se. Para além disso, entra em contacto com o Feminino Sagrado, que lhe dá o sentido de comunhão, de totalidade.
“A dança do ventre, assim como qualquer outra Arte, é também uma forma de terapia e proporciona alegria e prazer ao ser praticada", diz artista plástica especialista em vários tipos de dança.

A Dança do Ventre é apreciada por muitas pessoas em todo o mundo. Talvez a característica mais marcante da dança do ventre são os movimentos isolados realizados pelo abdômen.
Vários estilos de dança do ventre são populares hoje. Existem duas formas básicas de dança do ventre: “raqs baladi” e “raqs sharqi”. Raqs baladi é a dança do ventre social realizada para a celebração de machos e fêmeas de todas as idades. Estas danças do ventre são normalmente realizadas durante eventos sociais como casamentos e festas. A segunda forma de dança do ventre, raqs sharqi, é uma versão mais teatral e é a forma mais popular da dança do ventre executada hoje. É também desempenhada por homens e mulheres.

Embora possa parecer que apenas a área abdominal está em movimento, a dança do ventre envolve várias outras partes do corpo também. Enquanto executa a dança do ventre, uma dançarina deve isolar grandes grupos musculares e trabalhá-los isoladamente ou em oposição a outras partes do corpo. A Dança do Ventre geralmente é realizada como uma dança solo, mas os grupos também podem dançar juntos em uma coreografia com muita sensualidade.
A dança do ventre é normalmente realizada usando saias longas ou calças harém. Algumas dançarinas do ventre, preferem simplesmente vestir uma malha ou um top para as aulas. Enquanto a dança do ventre, muitas vezes é desejável manter a barriga descoberta, permitindo que os movimentos de definição do abdômen sejam vistos.
Apesar de alguns dançarinos escolherem dançar de pés descalços, os sapatos são por vezes necessários, quando for dançar fora de casa ou da academia. sapatos ou sandálias confortáveis com solas flexíveis, como sapatilhas de balé, são boas escolhas.
A música tende a ser um poderoso motivador. Dependendo dos objetivos do seu treino de dança do ventre, no entanto, escolher a música certa é importante. Se a dança do ventre for para um treino aeróbico, uma meditação pessoal, ou uma rotina de alongamento, a escolha da música inspiradora vai ajudar você a aproveitar a experiência ainda mais. Sinta-se livre para usar qualquer estilo ou gênero de música para dança do ventre.
Se você é sério sobre a aprendizagem verdadeira da dança do ventre, no entanto, a tradicional música do Médio Oriente continuará a ajudar você a entender como fazer corretamente o mover dos quadris e o abdômen.
Muito se debate sobre as origens da dança do ventre, provavelmente devido à pesquisa acadêmica limitada. Várias teorias existem sobre o verdadeiro desenvolvimento desta forma de dança única. Ao longo dos anos, diferentes estilos de danças do ventre tem evoluído a partir de várias culturas. Dança do Ventre popularizou por diversos motivos, incluindo entretenimento, ritual cultural, preparação para o parto, aptidão física, e de celebração. Porque a dança do ventre parece ser uma combinação de vários estilos de dança diferentes, por isso, tem uma variedade de origens.
 
Fontes:
20/09 – Dia do Funcionário Municipal
O calendário brasileiro é cheio de feriados e datas comemorativas  em homenagem a personalidades e a momentos importantes da história do nosso país. Um desses dias é o 20 de setembro e, entre outras comemorações, temos também o Dia do Funcionário Municipal.

É uma classe de trabalhadores que executam suas tarefas em função do progresso e desenvolvimento de cada município. São funcionários importantes para cada cidade. Esse tipo de classe engloba várias profissões.

São faxineiros, professores, psicólogos, médicos, construtores, garis, engenheiros, e muito mais. Todos trabalhando juntos para uma cidade melhor, mais limpa, mais organizada social e financeiramente.
Parabéns aos Funcionários Municipais nesse dia 20 de setembro! São trabalhadores dignos que se esforçam para fazer o melhor para a população e para sua cidade.

Fontes:
http://nickmartins.com.br/
http://www.sempretops.com/
http://blog.widoctor.com.br/
http://tatilablog.blogspot.com/
http://amigosdofreud.blogspot.com/
http://comparosim.wordpress.com/
E lembrem-se, as mudanças acontecem “De dentro pra fora!”














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