By Elaine Averbuch Neves

Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.

– Clarice Lispector -

terça-feira, 13 de setembro de 2011

VAMOS AMAR MAIS NOSSO PLANETA?... ELE ESTÁ AMEAÇADO...

BIODIVERSIDADE (ou Diversidade Biológica) AMEAÇADA
Os humanos invadiram quase todos os habitats do planeta, alterando sistemas inteiros. Suas atividades e as mudanças climáticas ameaçam lugares em todo o mundo. Lugares que podem desaparecer, levando consigo milhares de espécies de plantas e animais, o que seria uma perda devastadora para o planeta. As Nações Unidas declararam 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, uma celebração da vida na Terra,  o mundo é convidado a tomar medidas, para garantir esta variedade  de seres vivos no Planeta: a biodiversidade, então passou da hora de tomarmos medidas para recuperar e preservar as áreas mais críticas, ou seja, a degradação dos ecossistemas. As zonas críticas da biodiversidade se caracterizam pelo número excepcional de espécies e pelos níveis alarmantes de perda de habitat. Durante as últimas décadas, uma erosão da Biodiversidade foi observada. A maioria dos biólogos acredita que uma extinção em massa está a caminho. Apesar de divididos a respeito dos números, muitos cientistas acreditam que a taxa de perda de espécies é maior agora do que em qualquer outra época da história da Terra.
Alguns estudos mostram que cerca de 12,5% das espécies de plantas conhecidas estão sob ameaça de extinção. Todo ano, entre 17.000 e 100.000 espécies são varridas de nosso planeta. Alguns dizem que cerca de 20% de todas as espécies viventes poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todos dizem que as perdas são devido às atividades humanas, em particular a destruição dos habitats de plantas e animais.
Alguns justificam a situação não tanto pelo abuso das espécies ou pela degradação do ecossistema quanto pela conversão deles em ecossistemas muito padronizados. (ex.: monocultura seguida de desmatamento). Antes de 1992, outros mostraram que nenhum direito de propriedade ou nenhuma regulamentação de acesso aos recursos necessariamente leva à sua diminuição (os custos de degradação têm que ser apoiados pela comunidade).
Entre os dissidentes, alguns argumentam que não há dados suficientes para apoiar a visão de extinção em massa, e dizem que extrapolações abusivas são responsáveis pela destruição global de florestas tropicais, recifes de corais, mangues e outros habitats ricos.


A domesticação de animais e plantas em larga escala é um fator histórico de degradação da biodiversidade, gerando a seleção artificial de espécies, onde alguns seres vivos são selecionados e protegidos pelo homem em detrimento de outros. O ecologista britânico Norman Myers definiu as primeiras zonas críticas em 1988: dez florestas úmidas tropicais que apresentavam uma densidade enorme de vida e que estavam especialmente vulneráveis. Desde então, foram identificadas outras 24 zonas críticas.
Um dos grandes trunfos do conceito de zona crítica é considerar as espécies endêmicas como não separadas das populações locais, mas em estado de coexistência. Afinal de contas, os seres humanos são parte de um ecossistema.

Existem dezenas de zonas de biodiversidade crítica e, entre elas, aqui vão algumas:
Bacia do Mar Mediterrâneo
Considerando a porcentagem de vegetação original destruída, a bacia do mar Mediterrâneo é a região mais agonizante do planeta: apenas 4,7% da área original continua intacta e 32 espécies de animais endêmicas (que só existem no próprio lugar) estão ameaçadas de extinção.
As margens do Mediterrâneo são o lar de 22.500 espécies de plantas. Metade não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo. Existem poucas regiões do mundo que sofreram tamanhas rupturas em sua história ambiental como a bacia do Mediterrâneo.
O maior problema é o turismo, o desenvolvimento de áreas costeiras destinadas a atrair turistas é uma ameaça a flora nativa. Desmatamentos, incêndios e pastoreio, tem destruído a vegetação em 95% da Bacia do Mediterrâneo.
A área também é o lar do lince ibérico e da foca-monge do Mediterrâneo, duas das espécies mais ameaçadas do planeta. Apenas cerca de 500 focas-monge, e somente 150 linces ibéricos, sobrevivem em estado selvagem.
 Originalmente, apresentava uma flora quatro vezes maior do que a de todo o resto do continente europeu
Extensão original – 2 085 292 km2
Extensão atual – 98 009 km2 (4,7% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 34
Principal ameaça – Ocupação humana
Mas neste ranking ingrato há outras  regiões com mais de 90% do território original destruído.
Fazem parte de uma lista de 34 regiões definidas por organizações ambientais como as mais importantes para a conservação da biodiversidade mundial. São os hotspots: locais que possuem ao menos 1 500 espécies de plantas endêmicas e já perderam 70% ou mais de suas áreas originais. Juntas, as 34 regiões ocupam menos de 3% da superfície do planeta, mas concentram 50% de todas as espécies vegetais e 42% de todos os vertebrados da Terra.
"Você acaba com a força de evolução do planeta quando interrompe de maneira tão abrupta a existência dessas regiões riquíssimas", palavras  da bióloga Mônica Fonseca, da ONG Conservation International do Brasil. Duas dessas regiões estão no Brasil: a Mata Atlântica, com 8% da cobertura original, e o Cerrado, com 20%.

Mata Atlântica - O desmatamento acelerado que atingiu todos os ecossistemas de floresta no Brasil, nas últimas décadas, é apontado, pela quase totalidade dos ambientalistas, como a principal causa do processo de extinção. Seja para expansão da fronteira agrícola, seja para a exploração de madeira, o desmatamento, sem nenhuma avaliação prévia dos prejuízos que poderia causar ao meio ambiente, fez desaparecer centenas de espécies animais e vegetais sem terem sido, ao menos, identificadas.  A solução, hoje bastante clara para a maioria, é a ampliação e fortalecimento das ações, programas e projetos que envolvem, basicamente, a proteção animal e vegetal, o reflorestamento, a preservação em Unidades de Conservação e a educação ambiental.
A floresta tropical que cobre grande parte da costa brasileira atinge também o território de nossos vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina
Extensão original – 1 233 875 km2
Extensão atual – 99 944 km2 (8,1% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 90
Principal ameaça – Ocupação humana

Cerrado Brasileiro - O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade, com riquíssima flora com mais de 10.000 espécies de plantas, sendo 4.400 endêmicas (exclusivas) dessa área (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, 2010). Esse bioma é considerado um hotspot, isto é, uma das áreas mundiais prioritárias para a conservação, devido a sua riqueza em diversidade biológica e elevado grau de ameaça. A fisionomia típica do cerrado são as pequenas árvores de troncos retorcidos, casca e folhas grossas, adaptadas ao clima quente e seco da região, misturadas a uma vegetação de arbustos, subarbustos e gramíneas. Diante dessa biodiversidade ameaçada, aos paisagistas da região do cerrado, fica a responsabilidade de estarem sempre valorizando a exuberante flora de sua região, usando-as em seus projetos de paisagismo e contribuindo para a perpetuação destas espécies. E aos demais paisagistas, é fundamental conhecermos e valorizarmos a flora do nosso imenso Brasil, respeitando as características e os limites de cada região. Das 1.622 espécies de aves brasileiras, mais de 550 vivem no Cerrado, além de flores exuberantes. Mais de 100 espécies possuem propriedades medicinais conhecidas.

 
Madagáscar e Ilhas do Oceano Índico - Esta ilha na costa leste da África é a quarta maior do mundo. Possui uma biosfera exclusiva. É o lar de oito famílias de plantas endêmicas, quatro famílias de aves exclusivas e cinco famílias de primatas, incluindo 50 espécies de lêmures que não são encontrados em nenhum outro lugar do planeta.
Graças à atividade humana, apenas 17 por cento da vegetação original de Madagáscar permanecem. Além disso, espécies invasoras têm devastado a flora e fauna locais. Madagáscar é um país muito recente. A agricultura, especialmente a de pequena escala (arroz, café, baunilha e especiarias) é o principal meio de sustento de cerca de 70% da população provocando uma extrema pressão sobre a terra arável. É também no sul que a maior parte das florestas são destruídas para produzir carvão, uma vez que a maior parte dos Malgaxes ainda utilizam este combustível para cozinhar. Estima-se que 90% da floresta original de Madagáscar tenha sido destruída pelo Homem para extração de madeira, para servir de combustível e para criação de áreas de cultivo. Muitas espécies estão inteiramente dependentes de áreas florestadas, e caso estas desapareçam, enfrentarão muitos problemas para sobreviver. Embora em algumas áreas de Madagáscar a caça de certas espécies seja proibida pelas tribos locais, muitas espécies ameaçadas continuam a ser caçadas. Deve ser enfatizado que muitas das ameaças à biodiversidade de Madagáscar são resultados da pobreza das populações. Os Malgaxes são um povo orgulhoso da sua ilha e cultura, mas frequentemente as opções que têm ao seu dispor são limitadas, pelo que as suas práticas agrícolas e de caça contribuem para esta situação. Apesar de tudo Madagáscar é uma ilha paraíso.
A ilha africana tem grande diversidade de ecossistemas, como florestas tropicais e secas e um deserto
Extensão original – 600 461 km2
Extensão atual – 60 046 km2 (10% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 169
Principal ameaça – Erosão gerada pelo desmatamento.

 
Sudeste Asiático - O sudeste asiático é uma das zonas críticas com a biodiversidade mais ameaçada. O golfinho da espécie Orcaella brevirostris, está tentando se recuperar do seu estado de quase extinção depois que a pesca com rede foi banida no seu habitat principal. O rápido crescimento populacional e o desenvolvimento econômico provocaram exploração intensiva dos recursos e conversão do uso da terra.
A extração descontrolada da madeira, os pântanos convertidos em fazendas de camarão e a pesca excessiva esgotaram a diversidade original de vastas áreas.
A região, que cobre a Indonésia, a Malásia e outras ilhas do arquipélago do Sudeste Asiático, é dominada pelas florestas tropicais.
Extensão original – 1 501 063 km2
Extensão atual – 100 571 km2 (6,7% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 162
Principal ameaça – Extração de madeira.
Bornéu - Bornéu é a terceira maior ilha do mundo, com fronteira com os mares do Sul da China, de Sulu, de Celebes e de Java. A ilha apresenta florestas tropicais espetaculares que abrigam mais de 15 mil espécies conhecidas de plantas e animais.,A Biodiversidade da região é enorme: dezenas de novas espécies de plantas e animais foram descobertos na floresta de Bornéu. Aqui é o lar do quase extinto orangotango de Bornéu, do rinoceronte de Sumatra criticamente em perigo, e de cerca de 1.000 elefantes pigmeus. Infelizmente, a floresta em si está sob ameaça.
Bornéu perdeu milhões de hectares de floresta devido a extração ilegal de madeira, incêndios florestais e o desenvolvimento de plantações de óleo de palma. O comércio ilegal de animais selvagens protegidos é um negócio de bilhões na Indonésia. Bornéu enfrenta futuro incerto, já que os recursos naturais que durante muito tempo forneceram sustento para o povo da ilha - madeira, petróleo, gás natural, carvão, ouro, especiarias e borracha - são colhidos e explorados para satisfazer a demanda global crescente. Coberta principalmente pelas florestas tropicais do Sudeste Asiático. Apesar da devastação, nos últimos 12 anos foram descobertas seis novas espécies de mamíferos
Extensão original – 2 373 057 km2
Extensão atual – 118 653 km2 (5% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 78
Principal ameaça – Desmatamento para agricultura e extração madeira.
 
Filipinas (Micronésia e Polinésia) - Chamado de “epicentro da extinção global atual”, este punhado de mais de 4.000 ilhas do Pacífico Sul está em risco graças à atividade humana e a mudança climática global. Os seres humanos assentaram nestas ilhas 2.000 ou 3.000 anos atrás. Desde então, milhares de espécies de aves foram extintas. A caça e a agricultura ajudaram a levar essas espécies em extinção, mas espécies invasoras também desempenharam um papel importante – um dos piores foi o rato comum. Enquanto as espécies invasoras assolam as ilhas do interior, o aquecimento global as ameaça por fora. Um aumento de um metro no nível do mar poderia submergir mais de 10km quadrados dos 257km quadrados da ilha de Tongatapu, Tonga. Outras ilhas podem ter destinos similares. As mais de sete mil ilhas que compõem o arquipélago eram cobertas originalmente por extensas florestas tropicais
Extensão original – 297 179 km2
Extensão atual – 20 803 km2 (7% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 151
Principal ameaça – Extração de madeira.
Arizona, Novo México e Deserto de Chihuahua - Ilhas são especialmente vulneráveis às ameaças, graças a seu isolamento. As espécies que evoluíram no ambiente fechado de uma ilha podem não ser capazes de se adaptar quando há alterações do seu habitat. Mas nem todas as ilhas estão rodeadas por água. No Arizona, no Novo México e em Chihuahua, México, os picos das montanhas chegam a milhares de metros do chão no deserto. Nos micro-climas gelados no topo destas “ilhas no céu”, bolsões de biodiversidade prosperam. Metade das espécies de aves na América faz as suas casas lá. Imagine também 104 espécies de mamíferos, incluindo onças, jaguatiricas e javalis. O homem ameaça a invasão destes habitats, mas o aquecimento global e a seca podem ser a sentença de morte para as ilhas do céu. O aumento da temperatura e as encostas das montanhas cada vez mais áridas fazem as espécies povoarem o pico em um canto cada vez menor, e os efeitos do aquecimento global podem ser um gatilho para um período de seca prolongada. A invasão humana, as mudanças no solo das montanhas devido ao aumento da temperatura e a seca, podem ser a sentença de morte para as espécies encontradas aqui. 
lhas do Caribe - Com a chegada dos primeiros europeus, em 1492, a pureza do Caribe vivenciou uma severa degradação. As florestas foram derrubadas para dar lugar às plantações de cana-de-açúcar que, ainda hoje, são a principal colheita da região.
Outro grande impacto foi a introdução de espécies vindas de fora, como ratos, gatos, cães e cabras, que constituem a maior ameaça à biodiversidade neste local crítico.
Concentra diversos ecossistemas, como florestas tropicais e regiões semi-áridas
Extensão original – 229 549 km2
Extensão atual – 22 955 km2 (10% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 209
Principal ameaça – Desmatamento para agricultura e inserção de espécies estrangeiras.
Montanhas da Ásia Central - Extração de ricos recursos minerais, a caça e o desmatamento extensivos ameaçam o meio ambiente. Um dos animais mais conhecidos e extremamente ameaçados é o leopardo- da- neve.
Embora só uma pequena área das zonas críticas esteja atualmente sob alguma forma de proteção, existem iniciativas para conter novas perdas de habitat e conscientizar as pessoas. Se não fosse a inquietação política nessa região, o ecoturismo poderia ajudar a dar apoio à conservação.
Habitat original de uma das mais ricas faunas de clima temperado, a região tem altitudes que podem chegar a 7558 metros.
Extensão original – 262 446 km2
Extensão atual – 20 996 km2 (8% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 8
Principal ameaça – extração de madeira, queimadas para a criação de pastos e  a caça.
Andes Tropicais - Chegamos ao lar de um sexto de toda a vida vegetal na Terra em apenas um por cento do território do planeta. Mais de 660 espécies de anfíbios vivem aqui, centenas deles foram listados como ameaçadas pela IUCN.
Os Andes são ricos em biodiversidade, mas desde quando foram descobertos petróleo e gás na região, o ecossistema está ameaçado. O desmatamento causado pela agricultura, principalmente as plantações de café, deixou vários pássaros nativos sem um habitat. 
Antártica - A Antártica é riquíssima em vida marinha, incluindo pinguins, aves marinhas, focas e baleias. Mesmo às mais escuras profundezas, abriga um verdadeiro tesouro de vida. No mar de Weddell, encontraram mais de 700 novas espécies, incluindo aranhas do mar, esponjas carnívoras e polvos.
A biodiversidade da Antártica sofre ameça tanto das mudanças climáticas quanto da pesca excessiva ( O fim do krill, base da cadeia alimentar da Antártida, pode ameaçar todo o ecossistema). O derretimento do gelo da Antártica significa diminuição de habitat e fontes de alimento para muitas espécies. 

Ártico - O derretimento do gelo é uma má notícia para os grandes mamíferos do ártico. Os ursos polares podem ser extintos até 2100 se os mares do Ártico não ficarem congelados durante todo o verão. Se o nível do mar subir, poderá destruir quase a metade das áreas de nidificação de algumas aves migratórias.

Província Florística da Califórnia - As encostas ocidentais da cadeia montanhosa de Sierra Nevada, no norte da Califórnia, abrigam as maiores espécies vegetais que já viveram na Terra. Elevando-se a uma altura de até 75 metros e exibindo circunferências de 30 metros, as árvores mais antigas entre as sequóias vermelhas gigantes atingem dimensões colossais. Porém, elas correm perigo.
Os ecossistemas naturais da “Província Florística da Califórnia” enfrentam sérias ameaças por parte das atividades e desenvolvimento humanos. 
Nova Zelândia - A biodiversidade na Nova Zelândia é bastante peculiar devido, principalmente, ao isolamento das pequenas ilhas. A alta percentagem de espécies endêmicas (aquelas que são originárias do lugar.) faz com que a biodiversidade do país seja muito especial e altamente vulnerável. A maior ameaça às espécies nativas desse arquipélago montanhoso durante os últimos séculos tem sido a das espécies estrangeiras invasoras. Os colonizadores europeus trouxeram consigo gatos, coelhos, furões e centenas de espécies de plantas invasoras. A degradação das florestas só fez acelerar o declínio das espécies nativas. Muitas espécies trazidas de outros países foram somadas à biodiversidade da Nova Zelândia. Isto inclui 33 mamíferos, 33 pássaros, um lagarto, três rãs, 20 peixes de água doce, aproximadamente 1000 invertebrados e cerca de 6000 plantas. Atualmente, quase 2000 plantas exóticas prosperam de forma selvagem no país. O país tem, atualmente, cerca de 450 espécies de insetos formalmente identificados e pelo menos 200 outros tipos de invertebrados, tais como crustáceos, moluscos e outros em seus rios e outros habitats de água doce. As diversas pequenas ilhas da Nova Zelândia providenciam alimento e abrigo para um grande número de aves marinhas, tais como gaivotas, pingüins, corvos, gansos e albatrozes.
Golfinhos são muito comuns na lha Norte enquanto pingüins e baleias são comuns na lha Sul.
Porém, graças a uma rígida legislação de conservação ambiental que remonta à quase 150 anos, a Nova Zelândia fez avanços significativos na restauração dos habitats nativos. A erradicação da ratazana invasora da ilha Campbell permitiu que espécies nativas se recobrassem. 
O termo Biodiversidade refere-se à variedade de vida na Terra e os padrões naturais que dão forma fora dos milhares de milhões de anos de evolução por processos naturais e também a crescente influência das atividades de seres humanos.
A Biodiversidade contribui, portanto, a coexistência dos seres vivos na Terra. Infelizmente, e como já foi dito neste meio e muitos outros há algum tempo, uma das criaturas que habitam a terra não está ajudando a fomentar a biodiversidade. Certamente, falamos de seres humanos. Para esse efeito, a Cimeira da Terra, realizada pelas Nações Unidas no Rio de Janeiro , em 1992, reconheceu a necessidade global de conciliar a preservação do futuro da biodiversidade no progresso humano com base em critérios de sustentabilidade ou desenvolvimento sustentável. Com a mesma intenção, o ano de 2010 foi declarado Ano Internacional da Biodiversidade na 61ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas em 2006, coincidindo com a data-alvo de Biodiversidade 2010.
A biodiversidade está relacionada, em termos gerais, com o clima, especialmente com a umidade: quanto maior a umidade, mais diversidade. Assim, concluímos que as áreas mais ricas em biodiversidade do Sudeste Asiático, na América tropical e África Ocidental, que são mais úmidas da terra. Em contrapartida, os desertos têm uma baixa biodiversidade. O termo biodiversidade é muito complexo, e estes são apenas alguns dos fatores da biodiversidade. Como podemos perceber a principal ameaça a biodiversidade é o desmatamento, seja ele proveniente da ocupação humana, agricultura, queimada para criação de pastos, extração mineral, extração  madeireira.
Em geral quando falamos de biodiversidade, as pessoas pensam nas espécies animais, mas as plantas são parte fundamental para isso,  quando  devastamos a cobertura vegetal, estamos influenciando diretamente no ciclo da água, elemento fundamental para a vida no planeta, além do mais as plantas servem de alimento e abrigo para a fauna. Por esse motivo a destruição do hábitat é a principal causa da extinção dos animais.
Aqui colocamos alguns dos pontos mais críticos de biodiversidade e, entre eles, está a nossa Mata Atlântica,  nada de se espantar pois este ecossistema vem sendo devastado desde 1500, as áreas remanescentes deste bioma são verdadeiras sobreviventes. Ainda temos entre os mais devastados no Brasil o Cerrado e a Caatinga, fala-se muito em Amazônia, passou da hora de termos medidas mais eficazes para preservação e recuperação destes outros biomas. Muitas vezes, a fim de apreciar os mais importantes valores da ecologia, é bom saber mais sobre a biodiversidade do nosso planeta, e também para valorizar a beleza da biodiversidade. Se não aprendermos agora, e passarmos estes conhecimentos as futuras gerações, tomarmos atitudes de mudanças radicais e profundas, de consciência, respeito à vida, até que este dia chegue, será que ainda haverá planeta a ser salvo???..... Fica a pergunta para que cada um possa fazer a sua reflexão e pensar no que pode fazer para ajudar a salvar o nosso planeta!!!

Fontes





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E lembrem-se, as mudanças acontecem “De dentro pra fora!”






2 comentários:

fernanda disse...

oi elaine,sou eu a fernanda do blog,coisascomunsediversosassuntos.com

infelizmente,a terra está ameaçada,mas nós seremos extintos,e ela vai se regenerar,ou seja nós que sairemos perdendo por não cuidarmos do nosso planeta,que pena!!!!
nós nos preocupamos mto com isso,mas a verdade é q a grande parte da população não estão nem aí,infelizmente.
mas vamos continuar fazendo a nossa parte.
bjossss
sucessosssssss

ELAINE disse...

Ôi! A mamãe que tem um bebê lindo! Lembro de você! Adorei a visita!"Uma gota d'água não mudará o volume do oceano, mas uma pequena atitude pode até mudar a sua vida para sempre." -Fernando Lapolli-
Não quero ser fatalista, mas quem sabe esse já não era o destino do planeta pra que acabe um ciclo de vida na terra e comece outro?... São muitas indagações, afinal a preocupação das pessoas em geral começou há alguns anos apenas, no entanto a degradação e as ameaças já estão acontecendo há muito mais tempo que isso! Infelizmente isso é natural no ser humano, só se preocupar e tentar resolver na iminência do desastre! É papo pra muito debate, sócio-econômico, moral, ético, meio-ambiente... Obrigada pelo comentário! Pela visita! Volte sempre viu? Vô te visitar também! Fim de semana abençoado pra você! Bjão!